UFPel obtém sua segunda patente de invenção

A UFPel obteve sua segunda patente de invenção. A concessão foi dada a um meio de cultura para produção de goma xantana, produto usado nas indústrias de alimentos, fármacos e tintas, entre outras. Os responsáveis pelo produto são as professoras Claire Vendruscolo e Angelita Moreira, do Centro de Ciências Químicas e Farmacêuticas (CCQFA) e pesquisadoras do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UFPel, e o pesquisador João Luiz Vendruscolo, da Embrapa.

A primeira patente da Universidade foi obtida em 2015, para uma máquina de fabricação de polpa e purê de frutas, feita da mesma forma em parceira com a Embrapa e de autoria do pesquisador Ricardo Toralles, hoje no IFSul, do professor da UFPel Francisco Augusto Del Pino e também de João Vendruscolo e Claire Vendruscolo.

A segunda patente agora concedida foi depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) em 2004, e faz parte de um estudo que teve início no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, em 1995, pela professora Claire, orientadora do Programa.

“A estratégia do Governo Brasileiro em Biotecnologia proporcionou grandes avanços na área de biopolímeros biodegradáveis, possibilitando a geração de Biotecnologia como a obtenção de produtos como xantana. Esta é uma macromolécula produzida por bactérias do gênero Xanthomonas, quando submetidas às condições operacionais de fermentação. As bactérias do gênero Xanthomonas infestam diversas espécies vegetais, entre elas pessegueiros e ameixeiras, e as bactérias utilizadas nesta pesquisa foram isoladas pelos fitopatologistas da Embrapa CPACT”, explicou a professora Claire.

Ela diz que a xantana é um produto biotecnológico que funciona como espessante, estabilizante e agente suspensivo de larga aplicação em alimentos, fármacos, tintas e outras áreas industriais. Foi aprovada pela legislação brasileira, para uso em alimentos, em 1965. As pesquisa sobre xantana feitas pelo Laboratório de Biopolímeros de pesquisa têm reconhecimento internacional,  através das publicações e citações sobre a xantana brasileira produzida pela  Xanthomonas arboricola pv pruni.

Os resultados dessas pesquisas, frisa a pesquisadora, possibilitaram os pedidos de patentes nacional e internacional.  “A importância da patente reside no fato inovador de utilizar um efluente ou resíduo industrial abundante em nossa região, a água resultante do processo de parboilização do arroz, como um dos principais componentes do meio de cultivo das bactérias produtoras da xantana, sem tratamento prévio. Isso agrega valor ao resíduo. A utilização do mesmo como ingrediente do meio de cultura de Xanthomonas resultou em goma xantana de excelente qualidade”, sublinhou a professora Claire.

A goma xantana ainda não é produzida comercialmente no Brasil. Entretanto, o grupo de pesquisa em Biopolímeros da UFPel, liderado pela professora Claire, vem pesquisando sua produção e utilização há mais de 20 anos. “O fato de o Brasil ser o maior produtor mundial de açúcar e o segundo de álcool, principais insumos usados na produção, contribui para tornar esse processo bastante competitivo. No entanto, ainda não há produção no Brasil e todo o consumo feito no país é com utilização de xantana importada”, finaliza a pesquisadora.


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