Produtores agrícolas pedem indicação geográfica para laranja de Tanguá, RJ

A certificação dada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) atesta a origem do produto e indica uma qualidade diferenciada, agregando valor ao alimento. Segundo os agricultores, o grande diferencial dela é a doçura e “não é possível produzir laranjas iguais em outros locais”.

Os produtores agrícolas de Tanguá, município da Região Metropolitana do Rio, entraram com um pedido no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para obter a indicação geográfica da laranja de Tanguá. Trata-se de uma certificação que atesta a origem do produto e indica uma qualidade diferenciada, o que agrega valor ao alimento e o torna especial no mercado.

Os produtores locais afirmam que não é possível produzir laranjas iguais em outro lugar. Um exemplo de indicação geográfica é o champanhe, um tipo de espumante que só pode ser produzido a partir de uvas da região de champanhe, no nordeste da França.

Segundo os agricultores, o grande diferencial da laranja de Tanguá é a doçura. Técnicos agrícolas utilizam a unidade de medida chamada brix pra calcular a doçura de um alimento. Laranjas consideradas doces tem de 10 a 12 brix (índice usado para aferir a docura de frutas). A de Tanguá tem de 14 a 16. Entre o plantio e a colheita são necessários três anos para que a laranja saia com o sabor único.

O secretário estadual de agricultura, Marcelo Queiroz, afirmou que “a indicação geográfica vai ser um pontapé para inúmeras áreas e para valorizar a qualidade da produção do Rio de Janeiro”. A certificação é um estímulo para a economia e pode gerar ainda um aumento no turismo da cidade.

“O grande objetivo dos secretários dos órgãos é conseguir dar qualidade ao produto, produzir melhor, com produtividade, tornar o pequeno em médio, o médio em grande. E eu acho que a indicação geográfica melhora o produto, torna internacional. O champanhe da França, o vinho do Porto, o queijo da Canastra e agora a laranja de Tanguá”, afirmou o secretário estadual de agricultura.

O solo característico contribui para produção de laranjas, principalmente em Tanguá, mas também nas cidades vizinhas de Itaboraí, Rio Bonito e Araruama. Na região, o relevo é íngreme e o clima é de calor no maior parte do ano.

Segundo a prefeitura de Tanguá, 15% da população da cidade trabalha na lavoura. Nos campos, as especialidades são o aipim, o limão e a laranja, que rende uma colheita de cerca de 11 mil caixas por dia.

Se conquistar a indicação geográfica, a laranja de Tanguá irá se tornar a primeira fruta do estado a conseguir a certificação. No RJ, o único produto agrícola reconhecido é a cachaça de Paraty.


Fonte: G1 | Clipping: LDSOFT
Foto: Google


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